A Associação de Farmácias Portuguesas (ANF) lançou uma campanha dirigida aos jovens entre 18 e 24 anos que incentiva os estudantes a tomar medicamentos para melhoram a memória. A Ordem dos Médicos reagiu à publicidade e diz que produtos são um engano e que a solução para bons resultados escolares está em mais estudo.
"A iniciativa tem por objectivo principal aproximar as farmácias portuguesas dos jovens universitários e demonstrar que é aí que eles encontram o apoio profissional e os produtos indicados para a solução de problemas de memória, concentração ou até de espertina", refere a Associação Nacional de Farmácias (ANF) em comunicado.
Os medicamentos são vendidos em comprimidos, cápsulas, xarope e ampolas, custam entre 10 e 30 euros e não precisam de receita médica.
No comunicado, a ANF refere ainda que "Fevereiro é um mês em que a procura de produtos para a memória e concentração cresce, sobretudo devido à época de exames nas universidades. Desta forma, as farmácias querem reforçar a relação com o público em idade universitária, com soluções específicas para as necessidades desta faixa etária".
Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, veio agora reagir à campanha.
Diz o Bastonário que “o problema desta campanha é estar a publicitar um bem que não devia ser tratado com um bem de consumo”.
Alguns médicos defendem ainda que o efeito dos suplementos e medicamentos para o cérebro pode ser mais psicológico do que físico.
Para a Ordem dos Médicos, a solução para ter bons resultados nos exames é afinal muito simples: “Estudem. Vão menos à discoteca, passem mais horas a estudar porque o país precisa de pessoas que estudem e que saibam e que trabalhem e não de pessoas que consumam medicamentos”, afirmou Pedro Nunes.
A ANF não quis comentar a polémica levantada sobre esta campanha de marketing, acrescentando apenas que está apenas a informar os utentes dos serviços e aconselhamento que existem nas farmácias.
A campanha está presente nos canais de televisão, estações do Metro e da CP e nas universidades.
Fonte: Sic
"A iniciativa tem por objectivo principal aproximar as farmácias portuguesas dos jovens universitários e demonstrar que é aí que eles encontram o apoio profissional e os produtos indicados para a solução de problemas de memória, concentração ou até de espertina", refere a Associação Nacional de Farmácias (ANF) em comunicado.
Os medicamentos são vendidos em comprimidos, cápsulas, xarope e ampolas, custam entre 10 e 30 euros e não precisam de receita médica.
No comunicado, a ANF refere ainda que "Fevereiro é um mês em que a procura de produtos para a memória e concentração cresce, sobretudo devido à época de exames nas universidades. Desta forma, as farmácias querem reforçar a relação com o público em idade universitária, com soluções específicas para as necessidades desta faixa etária".
Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos, veio agora reagir à campanha.
Diz o Bastonário que “o problema desta campanha é estar a publicitar um bem que não devia ser tratado com um bem de consumo”.
Alguns médicos defendem ainda que o efeito dos suplementos e medicamentos para o cérebro pode ser mais psicológico do que físico.
Para a Ordem dos Médicos, a solução para ter bons resultados nos exames é afinal muito simples: “Estudem. Vão menos à discoteca, passem mais horas a estudar porque o país precisa de pessoas que estudem e que saibam e que trabalhem e não de pessoas que consumam medicamentos”, afirmou Pedro Nunes.
A ANF não quis comentar a polémica levantada sobre esta campanha de marketing, acrescentando apenas que está apenas a informar os utentes dos serviços e aconselhamento que existem nas farmácias.
A campanha está presente nos canais de televisão, estações do Metro e da CP e nas universidades.

